Há uns meses, entrei no mundo de Freida McFadden da mesma maneira que muita gente entra: a ler A Criada, por sugestão de uma amiga, que leu o livro e adorou e disse que eu também ia gostar. E assim foi. Escusado será dizer que, depois da leitura, e ao saber que um filme vinha a caminho, fiquei entusiasmada e, especialmente, curiosa para saber como certos momentos da narrativa iam ganhar vida no grande ecrã.

Quando o casting foi anunciado, admito que não fiquei propriamente feliz. Não sou, de todo, fã da Sydney Sweeney e não era bem a personificação que eu tinha imaginado para a protagonista Millie. O contrário posso dizer da Amanda Seyfried, uma atriz com a qual até simpatizo, talvez por influência de ser assumidamente fã do Mamma Mia! (2008). Achei que encaixava muito bem no papel de Nina Winchester. E não me enganei. Ao ver o filme, senti constantemente que era quem mais brilhava em todo o elenco. Até porque algumas das outras personagens tiveram tão pouco tempo de antena que nem se destacaram minimamente, parecendo quase figurantes (olá, Enzo!).
É engraçado ir ao cinema ver um filme e perceber que quase toda a gente na plateia conhece a história, com algumas expressões de entusiasmo a serem proferidas por várias vezes. Talvez por isto reconheça que houve uma desilusão geral na sala no momento em que todos os leitores perceberam que o grande clímax da história tinha sido alterado para algo banal e previsível. Acredito que isso possa dever-se ao facto de que, caso tudo se mantivesse igual, o filme teria de ter uma classificação para maiores de 18 em todos os países, em vez do seu M/14 em alguns, como é o caso do nosso país - e isto é curioso, porque apesar de haver muito sexo e maminhas da Sydney Sweeney, o filme em Portugal pode ser visto por jovens adolescentes. Já para não dizer que também tem alguma violência e já vi filmes mais suaves a terem classificações mais elevadas.
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Apesar das diferenças entre livro e filme, A Criada traz-nos suspense, alguns toques de terror psicológico e momentos bastante eróticos, como seria de esperar. Aquela cena no hotel não ficou longe do que imaginei durante a minha leitura. No final, claro, deixa-nos a ideia de que haverá uma continuação - que pelos números das bilheteiras é mais do que certa. Num geral, não é um grande filme, mas é bom para ver enquanto se come pipocas e, especialmente, se ignorarmos por completo que é baseado num livro, cujo melhor momento na história não tem nada a ver.
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