Os dias de eleições parecem diferentes dos restantes. Apesar da ainda muita abstenção, nota-se que a maioria das pessoas gosta de sair à rua para cumprir o seu “dever cívico” - e comentam isso alegremente (“então, já foste votar?”; “votaste bem?”). Pessoalmente, gosto de ir votar, ainda que ache que nos dias de hoje já devia existir uma alternativa à deslocação a um local físico para o fazer. Numa Era de tecnologia, o método das nossas eleições (preencher o boletim e colocá-lo na urna) é já muito antiquado e ultrapassado. Especialmente numa altura em que o país enfrenta tantas consequências do mau tempo, seria de (re)pensar numa possível evolução das eleições. Ainda assim, e posso até parecer um pouco bipolar, admito que gosto do procedimento. Especialmente porque voto na minha antiga escola e sempre é um pequeno pretexto para lá voltar de vez em quando. Pena é ter de voltar duas vezes num tão curto espaço de tempo, especialmente quando o nosso novo presidente já estava praticamente escolhido desde a primeira volta - e não é a pessoa em quem tinha votado da primeira vez...
Com isto, e não querendo, de todo, que esta seja uma publicação política, gostaria de deixar um desabafo: apesar de gostar muito de visitar a minha escolinha, percebi recentemente que há locais melhores onde votar. Como, por exemplo, o estúdio de pole dance onde o meu namorado vota (e que, na minha opinião, retrata bem o estado do nosso país, que às vezes anda virado de cabeça para baixo) ou outra escola aqui na zona onde nos dias de eleições é, estrategicamente, colocada uma banca de churros à entrada.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Caro/a leitor(a), o que gostarias de me dizer?