sábado, 16 de maio de 2026

“Europe, stop voting now!”

Vejo a Eurovisão desde que me lembro, mas nunca antes tinha votado em nenhuma canção. Mas este sábado tive de votar na canção da Finlândia. Acho que a última vez que tinha gostado tanto de uma música foi o “Fairytale” de Alexander Rybak em 2009 - que ainda continua a ser a minha favorita de sempre do festival. A verdade é que a Finlândia levou uma música muito forte este ano e as casas de apostas apontavam para a sua vitória. Pelo que qual não foi o meu espanto ao ver a ascensão de um “dark horse” durante as votações, com o “Bangaranga” da Bulgária a ser tanto o favorito dos júris como do público! 

Dara trouxe uma performance eletrizante e não me admira que tenha sido a vencedora da noite. Não estava nas minhas preferidas, mas a atuação da vitória deixou-me impressionada, por estarem a fazer algo improvisado tão bem! Deu para perceber que houve muita dedicação a todo o ato e à sua coreografia, pelo que até sem os seus cenários conseguiram fazê-lo. Para além disso, trata-se do regresso da Bulgária à Eurovisão, depois de uma ausência por questões financeiras. E não podia ter corrido melhor, porque para o ano vamos ter a Eurovisão em Sófia e de regresso aos Balcãs. É curioso pensar que Portugal, em 2017, também ganhou após uma ausência, pelo que parece que os países gostam de voltar em grande.

Este ano foi contra todas as previsões. Surpreendeu-me que a Itália tenha ficado tão bem classificada e a Grécia, que era também uma das músicas favoritas, tão atrás, mesmo no limite do Top 10. Por sua vez, a Roménia parece ainda não ter quebrado a maldição do terceiro lugar, apesar da potente prestação de Alexandra Căpitănescu, que, aliás, continuou a trazer algumas notas que estiveram presentes também nas canções vencedoras dos últimos dois anos. E, por falar em maldições, o Reino Unido mantém a sua tradição de receber os zero pontos por parte da votação do público. Há coisas que parecem nunca mudar! 


Quem escreveu isto?

Um grilo falante, que gosta de ler livros, escrever cartas, colecionar figuras e outras tralhas. Cinéfila assídua, apaixonada por viajar, seja em filmes ou, especialmente, no mundo real.

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