Vejo a Eurovisão desde que me lembro, mas nunca antes tinha votado em nenhuma canção. Mas este sábado tive de votar na canção da Finlândia. Acho que a última vez que tinha gostado tanto de uma música foi o “Fairytale” de Alexander Rybak em 2009 - que ainda continua a ser a minha favorita de sempre do festival. A verdade é que a Finlândia levou uma música muito forte este ano e as casas de apostas apontavam para a sua vitória. Pelo que qual não foi o meu espanto ao ver a ascensão de um “dark horse” durante as votações, com o “Bangaranga” da Bulgária a ser tanto o favorito dos júris como do público!
Dara trouxe uma performance eletrizante e não me admira que tenha sido a vencedora da noite. Não estava nas minhas preferidas, mas a atuação da vitória deixou-me impressionada, por estarem a fazer algo improvisado tão bem! Deu para perceber que houve muita dedicação a todo o ato e à sua coreografia, pelo que até sem os seus cenários conseguiram fazê-lo. Para além disso, trata-se do regresso da Bulgária à Eurovisão, depois de uma ausência por questões financeiras. E não podia ter corrido melhor, porque para o ano vamos ter a Eurovisão em Sófia e de regresso aos Balcãs. É curioso pensar que Portugal, em 2017, também ganhou após uma ausência, pelo que parece que os países gostam de voltar em grande.
Este ano foi contra todas as previsões. Surpreendeu-me que a Itália tenha ficado tão bem classificada e a Grécia, que era também uma das músicas favoritas, tão atrás, mesmo no limite do Top 10. Por sua vez, a Roménia parece ainda não ter quebrado a maldição do terceiro lugar, apesar da potente prestação de Alexandra Căpitănescu, que, aliás, continuou a trazer algumas notas que estiveram presentes também nas canções vencedoras dos últimos dois anos. E, por falar em maldições, o Reino Unido mantém a sua tradição de receber os zero pontos por parte da votação do público. Há coisas que parecem nunca mudar!
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