A brincar, a brincar, passou quase uma década desde que eliminei o meu último blogue pessoal, aqui mesmo nesta casa chamada Blogger. Lembro-me de, ainda numa fase de pré-adolescência, ter em casa um computador com uma torre enorme e uma banda larga da TMN que pouca Internet tinha e, já aí, tinha entrado para a blogosfera, com um dos primeiros blogues portugueses sobre, nada mais e nada menos, do que uma banda chamada Jonas Brothers. Passou algum tempo desde então, mas a verdade é que ao longo da minha vida sempre gostei de escrever e este tipo de espaços dão-nos essa liberdade, para criar aquilo que queremos, através do teclado do computador.
Ao começar mais um mês, decidi dar asas à imaginação e criar mais um blogue só meu, para escrever aquilo que me passar pela cabeça, como antes fazia. Este vai ser um espaço sobre nada e sobre tudo, provavelmente com muito pouco interesse para outrém para além de mim. Mas, se, por alguma obra do acaso, vieste aqui parar, caro/a leitor(a), bem-vindo/a!
Fotografia da minha autoria. Cerejeiras em flor, em Copenhaga, em Abril de 2025.
Com isto, passo a apresentar-me: o meu nome é Joana, nascida em 1997 e habitante na zona da bela vila de Sintra. Como a maioria dos seres humanos, interesso-me por vários temas. Durante muitos anos, queria ser crítica de Cinema e atingi o auge da minha "carreira" de crítica amadora há uns anos, apenas para depois me reduzir à insignificância de ver pouco mais de meia dúzia de filmes por ano - quem me viu e quem me vê! A verdade é que passei a gostar mais de viajar fora do grande ecrã e ultimamente o que me faz mais feliz é viajar, explorar e conhecer outras culturas - o que vai ao encontro do meu curso, Cultura e Comunicação, pela prestigiada FLUL. E, quando viajo, algo que adoro fazer é relatar todas as minhas aventuras em cadernos, onde, à moda antiga, escrevo à mão um diário e colo o que para muitos seria lixo e que coleciono das minhas viagens, e desenho e pinto. É uma terapia e uma felicidade para mim e uma maneira de guardar memórias, sem ser através de redes sociais - algo que eliminei, na totalidade, da minha vida em 2021.
Às vezes sinto que tenho pouco tempo para além do emprego e no pouco tempo que me sobra tenho sono, mas gostava de me dedicar mais às leituras, aos filmes e às séries, que vão ficando para trás. Eu sou aquela pessoa que agora dorme no comboio quando entra cedo para o trabalho e em que 99% dos dias anda de cabelo atado num rabo de cavalo por não ter vontade de pentear o cabelo (que com a humidade da Serra de Sintra fica sempre com vida própria, uma espécie de microclima capilar).
Sou uma pessoa normal, com uma vida normal e sem grandes dramas. E se há dias em que me questiono sobre o que ando por aqui a fazer, noutros acordo de manhã e penso que a vida até é uma coisa bonita.
Por enquanto, não tenho muito mais a dizer. E, novamente, se alguém estiver a ler isto - para além do meu namorado -, sintam-se à vontade para ir buscar um café (com açúcar) e para ler o que por aqui vou escrever. Até já! ☕
Li o teu texto e não pude evitar o sorriso de quem reconhece o terreno. Também eu sou de Sintra — conheço bem esse "microclima capilar" e a humidade da Serra que molda o temperamento de quem lá cresce. No entanto, há 17 anos que troquei o nevoeiro da Vila pela luz de Braga, onde vivo agora.
ResponderEliminarÉ um prazer encontrar alguém que ainda valoriza o ritual de "fotografar com palavras" e de manter um caderno de viagens à moda antiga, longe da ditadura dos algoritmos. O teu curso de Cultura e Comunicação transparece nessa tua escrita fluida e visual; há uma certa boémia urbana no teu relato que me recorda as boas revistas de outros tempos.
Se me permites o convite, passa também pela minha "garagem" editorial em aminhahonda.blogspot.com. Por lá, também tento praticar essa slow reading sobre as pequenas coisas da vida, normalmente aos comandos de uma scooter de 110cc pelas ruas de Braga.
Parabéns pelo regresso. Que este espaço seja o teu porto de abrigo (com ou sem açúcar no café).
Um abraço de um sintrense em Braga.